[Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz... Com efeito, uma jovem tem ilusões, muita inexperiência, e o sexo é bastante cúmplice do amor... ao passo que uma mulher conhece toda a extensão dos sacrifícios que tem a fazer. Lá onde uma é arrastada pela curiosidade, por seduções estranhas à do amor, a outra obedece a um sentimento consciente. Uma cede, a outra escolhe... dando-se, a mulher experiente parece dar mais do que ela mesma, ao passo que a jovem, ignorante e crédula, nada sabendo, nada pode comparar nem apreciar... Uma nos instrui, nos aconselha... a outra quer tudo aprender... Para que uma jovem seja amante, precisa ser muito corrompida, e então é abandonada com horror, enquanto uma mulher possui mil modos de conservar a um tempo seu poder e sua dignidade... A jovem... acredita ter dito tudo despindo o vestido; mas uma mulher... se esconde sob mil véus... afaga todas as vaidades... Chegando a essa idade, a mulher sabe consolar em mil ocasiões em que a jovem só sabe gemer. Enfim, além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser púdica e até embelezar-se com a desgraça.]
Honoré de Balzac
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MUAH!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
voltei a cantaaaaaaaaaaaaar...
'eu só vou dar uma passadinha, dar um abraço nele e falar um pouquinho de inglês'
'ok, baby. see you soon. so nice to hear your voice again...'
'tá, só um copo. é que eu tô meio tensa e tal.'
'hi, grindo. I think that girl wants you. she's almost killing me with her eyes. go talk to her and I see you latter.'
'cara, eu sou só a grazi mesmo.'
'claro que eu vou acordar antes das nove amanhã'
'ooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiii griiiiiiiiiiiiiiiiiiingo.'
'ihihiiihihihihi. really? I will always call you gringo.'
'tá. acho que eu to com vontade de beijar ele. mas só pra ver se ainda sinto alguma coisa e tal...'
'aham, uma vodka, moço. obrigada.'
'oooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. i can't believe you played that song...'
'ta, vou pegar. fodeu!'
'we should do it more. so much more, darling!'
'eu juro que vou acordar antes das nove amanhã'
'ok, let´s call a cab'
'ta, acho que eu vou embora com ele, então.'
'no way! it's eleven. where is my dress, honey?'
'gente, eu queria, mas quando vi tava babando no braço dele e já eram 11 e tanto.'
.
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'guria, eu bem que tento, mas aí vem a vida e me seduz...'
'ok, baby. see you soon. so nice to hear your voice again...'
'tá, só um copo. é que eu tô meio tensa e tal.'
'hi, grindo. I think that girl wants you. she's almost killing me with her eyes. go talk to her and I see you latter.'
'cara, eu sou só a grazi mesmo.'
'claro que eu vou acordar antes das nove amanhã'
'ooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiii griiiiiiiiiiiiiiiiiiingo.'
'ihihiiihihihihi. really? I will always call you gringo.'
'tá. acho que eu to com vontade de beijar ele. mas só pra ver se ainda sinto alguma coisa e tal...'
'aham, uma vodka, moço. obrigada.'
'oooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. i can't believe you played that song...'
'ta, vou pegar. fodeu!'
'we should do it more. so much more, darling!'
'eu juro que vou acordar antes das nove amanhã'
'ok, let´s call a cab'
'ta, acho que eu vou embora com ele, então.'
'no way! it's eleven. where is my dress, honey?'
'gente, eu queria, mas quando vi tava babando no braço dele e já eram 11 e tanto.'
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'guria, eu bem que tento, mas aí vem a vida e me seduz...'
terça-feira, 14 de julho de 2009
[mas seria amor? estava convencido de que queria morrer ao lado dela, e esse sentimento era claramente exagerado: ele a estava vendo então apenas pela segunda vez! não seria mais a reação histérica de um homem que, compreendendo em seu foro íntimo a inaptidão para o amor, começa a representar para si próprio a comédia do amor? ao mesmo tempo, seu subconsciente era tão covarde que ele escolhera para sua comédia essa modesta garçonete do interior que praticamente não tinha chance de entrar na vida dele.
olhava os muros sujos do pátio e compreendia que não sabia se era histeria ou amor.]
milan kundera, a insustentável leveza do ser
.
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.
ter nascido thomas em corpo de tereza fodeu com a minha vida. fo - deu.
pratiquemos o desapego, brasil. pratiquemos.
.
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e que a sujeira das ruas e as calçadas conhecidas e os novos rostos tragam a leveza. que seja insustentável, já que eu nunca fui capaz de deixar crescerem raizes.
que seja leve. que seja doce. que seja, pelo menos.
.
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e vamos combinar que a gente tá grandinha demais pra brincar com amigos imaginários.
prontocaguei.
olhava os muros sujos do pátio e compreendia que não sabia se era histeria ou amor.]
milan kundera, a insustentável leveza do ser
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ter nascido thomas em corpo de tereza fodeu com a minha vida. fo - deu.
pratiquemos o desapego, brasil. pratiquemos.
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e que a sujeira das ruas e as calçadas conhecidas e os novos rostos tragam a leveza. que seja insustentável, já que eu nunca fui capaz de deixar crescerem raizes.
que seja leve. que seja doce. que seja, pelo menos.
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e vamos combinar que a gente tá grandinha demais pra brincar com amigos imaginários.
prontocaguei.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
e daí ele sai por aí e logo começa a chover.
só ele dar uma sumida, que chove e fica tudo meio vazio. e a tarde demora um caralho de tempo pra passar.
se bem que com caralhos esta tarde talvez se acabasse mais depressa.
e ele se enfia no meu mundo. MEU, ouviu bem? e eu fico aqui achando tudo meio perdido e vazio.
1, 2, 3. mais uma tequila, por favor.
que hoje é minha noite de estrela.
.
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prontocaguei.
ah, e by the way - se não quiser, não precisa voltar.
só ele dar uma sumida, que chove e fica tudo meio vazio. e a tarde demora um caralho de tempo pra passar.
se bem que com caralhos esta tarde talvez se acabasse mais depressa.
e ele se enfia no meu mundo. MEU, ouviu bem? e eu fico aqui achando tudo meio perdido e vazio.
1, 2, 3. mais uma tequila, por favor.
que hoje é minha noite de estrela.
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prontocaguei.
ah, e by the way - se não quiser, não precisa voltar.
é...
bem, é assim que as coisas são…
às vezes quando tudo parece
o pior
quando tudo conspira
e atormenta
e as horas, dias, semanas,anos
parecem perdidos –esticado lá na minha cama
no escuro
olhando para o teto
eu tenho o que muitos considerarão um pensamento destestável:
ainda é bom ser
Bukowski.
às vezes quando tudo parece
o pior
quando tudo conspira
e atormenta
e as horas, dias, semanas,anos
parecem perdidos –esticado lá na minha cama
no escuro
olhando para o teto
eu tenho o que muitos considerarão um pensamento destestável:
ainda é bom ser
Bukowski.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
do tamanho do que vejo, não da minha altura
[pois estou infinitamente maior que eu mesma
e não me alcanço.]
clarice, minha querida.
e não me alcanço.]
clarice, minha querida.
terça-feira, 30 de junho de 2009
terça feira com cara de segunda.
não se perca de mim, não se esqueça de mim, não desapareça.
a chuva tá caindo...
la la la la la la
.
.
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um brinde aos relacionamentos platônicos.
à dor nas costas.
ao relaxante muscular.
e à minha mãe, com quem eu cada vez me pareço assustadoramente mais.
a chuva tá caindo...
la la la la la la
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um brinde aos relacionamentos platônicos.
à dor nas costas.
ao relaxante muscular.
e à minha mãe, com quem eu cada vez me pareço assustadoramente mais.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
me leva que eu vou
é bem assim que começa: de lugar nenhum, aparece alguém que dá uma chacoalhada em tudo, puxa o tapete e arranca a toalha com a mesa ainda posta. sabe como?
e ao invés de me irritar, virginiana que sou, com o caos que se cria, eu fico feliz.
eu e alguém dançamos de mãos dadas gargalhando sem ligar pra bagunça ao redor. não nos preocupamos em cortar os pés nos cacos ou escorregar nos restos espalhados pelo chão - eu e alguém não temos o menor medo de sangrar - corremos pelas ruas que agora já não tem mais as mesmas cores, beijamos as pessoas enquanto elas mudam de nome e ouvimos pela primeira vez as mesmas palavras de todo dia.
então são abraços e palavras e descobertas diárias de beleza no meio da sujeira que vai se acumulando.
e depois, furacões, maremotos, desastres naturais. tudo levando embora qualquer ordem, qualquer sensatez, qualquer certeza e toda sensação de paz.
o mundo fica de pernas pro ar e já não importa mais porque alguém resolveu aparecer desse lugar nenhum (provavemente alguém já foi parar em lugar nenhum novamente, uma hora dessas). importa é que já não é mais possível voltar a ser.
o que era, mesmo que fosse bom, já não existe mais. resta esperar que se tenha serenidade e leveza o suficiente para saber dizer: adeus, muito obrigada, não cabe mais.
resta ir, mais uma vez sem saber para onde o ir levará.
até porque, não é essa toda a graça da vida?
e como já dissemos, algumas vezes: ir, meu bem, é da minha natureza.
.
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por todos e para todos os alguéns que já acabaram com a minha vida.
que nunca parem de aparecer.
e ao invés de me irritar, virginiana que sou, com o caos que se cria, eu fico feliz.
eu e alguém dançamos de mãos dadas gargalhando sem ligar pra bagunça ao redor. não nos preocupamos em cortar os pés nos cacos ou escorregar nos restos espalhados pelo chão - eu e alguém não temos o menor medo de sangrar - corremos pelas ruas que agora já não tem mais as mesmas cores, beijamos as pessoas enquanto elas mudam de nome e ouvimos pela primeira vez as mesmas palavras de todo dia.
então são abraços e palavras e descobertas diárias de beleza no meio da sujeira que vai se acumulando.
e depois, furacões, maremotos, desastres naturais. tudo levando embora qualquer ordem, qualquer sensatez, qualquer certeza e toda sensação de paz.
o mundo fica de pernas pro ar e já não importa mais porque alguém resolveu aparecer desse lugar nenhum (provavemente alguém já foi parar em lugar nenhum novamente, uma hora dessas). importa é que já não é mais possível voltar a ser.
o que era, mesmo que fosse bom, já não existe mais. resta esperar que se tenha serenidade e leveza o suficiente para saber dizer: adeus, muito obrigada, não cabe mais.
resta ir, mais uma vez sem saber para onde o ir levará.
até porque, não é essa toda a graça da vida?
e como já dissemos, algumas vezes: ir, meu bem, é da minha natureza.
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por todos e para todos os alguéns que já acabaram com a minha vida.
que nunca parem de aparecer.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
fode com meu coração, maria. fode!
'mora comigo na minha casa um rapaz que eu amo. aquilo que ele não me diz porque não sabe, vai me dizendo com seu corpo que dança para mim. ele me adora e eu vejo através dos seus olhos um menino que aperta o gatilho do coração sem saber o nome do que pratica. ele me adora e eu o gratifico só com os olhos que o vejo. corto todas as cebolas da casa, arrasto os móveis, incenso. ele tem medo de dizer que me ama. e me aperta a mão e me chama de amiga.'
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