quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

,dear mr. big



acabei de me despedir do último pedacinho seu que vivia na minha casa e - olha! - não foi nada difícil.
encontrei por acaso, escondidinho no fundo mofado de uma gaveta sem uso e joguei no lixo. simples assim.
só então me dei conta de que os seus restos não me interessam mais. e agradeço a você por isso.
obrigada por não ter acreditado no personagem da mocinha-indefesa-que-aceita-qualquer-migalha-em-nome-do-amor.
eu cresci (e agora sou mulher) e há algum tempo raspas e restos não me interessam.
uma pena, dissemos. uma pena...
eu digo: olha, mesmo a uma distância que hoje me parece gigante no espaço/tempo, eu sempre vou gostar de você. e agradecer por ter me dado material pra lembrar de você sorrindo. e foi isso que a gente sempre tentou, não? que fosse doce, leve e nos fizesse sorrir...

então é isto. um beijo, um queijo e um adeus.

yours truly

carrie b.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

e aí? - diz meu coração...



'And I say, I can see me in your eyes
You said, i can see you in my bed
That's not just friendship, that's romance too
You like music, we can dance too

Sit me down
Shut me up
I'll calm down
And I'll get along with you...'

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

sem mais, att. graziela.


ELOGIO AO AMOR
Miguel Esteves Cardoso

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.

Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.

O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”.

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.

Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá paraperceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.

A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

só o teu verão eterno não se acaba

'Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.'

William Shakespeare















porra, verãozinho demorado de chegar esse, seu moço!

.
.
.
att

graziela

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Amai e bebei uísque...








'Tenho amigos tão bonitos. Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica

Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidado, protegido. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol no Ibirapuera às cinco da manhã. Já fiz isso, inclusive.'

Caio Fernando Abreu.
.
.
.
Mas sobretudo não morrais, amigos meus!

♥

sexta-feira, 23 de julho de 2010

physical, physical. I wanna get physical!

toda vez que vou até o final da rua me matricular na academia, vou por obrigação, desespero com o estado gelatinoso da bunda, medo de morrer do coração aos 40 anos, indicação médica, promessa pra santa évora... fato é que sempre entro com pânico na alma. mas algo de mágico acontece lá dentro e eu sempre saio com um sonho no coração:











ficar gostosa como a madonna.

beijo, brasil. vou ali tomar meu shake de proteína.
.
.
.

e para vocês, que duvidam da nossa força:



porque???

sábado, 17 de julho de 2010

pra bem mais forte poder cantar.



-alô, julie? to deprimida, tô c'o exu no corpo e to com vontade de sentar e chorar a noite inteira...
-ai, graziela! bota um paetê que eu tô indo praí.
.
.
.
brigada, menino jesus!



'e queixas só dá rugas. e o vento seca, o amor enxuga.'

quarta-feira, 14 de julho de 2010

charme, beleza e elegância...








...é o que podemos esperar da união entre bia wendhausen (também conhecida como fundadora do movimento 'ruivo é o novo loiro' e consagrada autora de 'loiro é total last summer') e a mundialmente conhecida andréia carioca.
coreografias sensuais, malandragem, provocância, gingado e malemolência...
tudo isso pode ser conferido na performance bapho da duplinha en la gran finale do LA GONGA.

na verdade eu to achando lindo mesmo é que alem de tudo elas homenageiam o brogue dazamigue.

muah!

bia, as zumbichas te amam! (e a emilia mandou beijos e diz que vai só pra torcer pra vcs!)

pra ir aquecendo:

terça-feira, 13 de julho de 2010

and I miss your ginger hair and the way you like to dress...











'Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.'
tentação - clarice lispector
.
.
.
ruivo é o novo loiro.