segunda-feira, 27 de abril de 2009

por existirem alegria, juventude, pastos e bois.


'Alegria
Pra cantar a batucada
As morenas vão sambar
Quem samba tem alegria
Minha gente
Era tristre e amargurada
Inventou a batucada
Pra deixar de padecer
Salve o prazer
Da tristeza não quero saber
A tristeza me faz padecer
Vou deixar a cruel nostalgia
Vou fazer batucada de noite e de dia, vou sambar
Esperando a felicidade
Para ver se eu vou melhorar
Vou cantando , fingindo alegria
Para a humanidade não me ver chorar'
.
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dançando de meia no asfalto enquanto o sinal não abre, saindo atras de cigarros pela madrugada, carregando uma a outra, entre cantinhos, meios de pista e embriaguês comunicativa. histórias que não se apagam e afetos que perduram. muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

pelas perguntas sem respostas


- eu sei como é.
- e nós dois?
- amigos?
- e nós dois?
- amigos.

os olhos nos olhos brilhando. a possibilidade de retomar um assunto não resolvido. travado. não discutido. pouco iluminado. a noite brilhando, o verão faz com que a gente atravesse as questões, como quem não percebe detalhes. a temperatura é alta e no brinde de outra garrafa de cerveja, preferiram não tocar no assunto protagonista, que os desperta e os maltrata.

(http://www.minimosobvios.blogspot.com/)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

por sentir saudades da loli


Como vai?
Tudo bem!
Apesar, contudo
Todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer
Do coração...
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!
Uh! Uh! Uh! Uh! Uh! Uh!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

to be or to do?


aproveitar o momento entregue de bandeja e digitar um calmo e elegante "ah, va tomar no cu". ou engolir os ultimos meses e dar ao corpo o que ele anda precisando?
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that's the question.

sábado, 28 de março de 2009

tic tac tic tac tic tac


não, meu bem. eu não vou te beijar. ok, você é até bonito. tá bom, você é BEM bonito. confesso que bem mais bonito que os caras que eu beijei ultimamente.
mas eu não vou te beijar.
precisa ter um porquê? eu não posso simplesmente não estar com vontade de te dar um beijo?
bom, em primeiro lugar eu não vou te beijar porque além de mim, você tá tentando beijar metade dessa festa.
oi? é, pode ser. eu sou mesmo um tanto quanto enjoadinha. na verdade eu ando enjoadinha. se você me encontrasse num dia de boa vontade, provavelmente já estaria com a língua na minha boca há algum tempo, porque quando eu não ando enjoadinha eu tendo a ser bem prática. e conversar com gente estranha em balada me dá preguiça.
e já que a gente ia querer a mesma coisa e já que provavelmente eu não ia querer te ver amanhã, existiria uma grande possibilidade de você estar na minha casa agora, que é ali do lado.
não, gato, eu não vou te levar pra minha casa. é. ela é ali do lado.
porque eu não estou com a menor vontade de beijar você.
olha, eu já não beijo alguém faz tanto tempo, que to preferindo botar meu pijama velho e dormir quentinha na minha cama dura.
sem você ao lado.
olha, eu ando com preguiça dessa conversinha genérica há tanto tempo, que a última vez que eu beijei alguém foi uma menina. e eu nem sou gay. mas to com tanta preguiça que ando preferindo passar meu tempo com gente interessante, não com alguém que veja charme em levantar a perna da calça pra mostrar uma tatuagem cafona. acertou, eu sou bem desse tipinho que fica encantada com um braço tatuado. mas um braço com tatuagens bacanas, não esse seu. e essa coisa na sua perna não tem nada a ver com o desenho bonito das minhas costas.
eu não estou sendo grosseira, só falando a verdade. e pra continuar com a verdade, eu queria agora estar dançando com os meus amigos e não fingindo que me interesso pelo que você fala.
jura que você nem me acha gostosa? e que metade da festa tá dando mole pra você?
acredito...
você também, bonitinho. não tem nada que pareça interessante pra mim, com seu bonezinho chinfrin e tatuagens de chiclete. mas eu até beijaria você. se não tivesse nada mais interessante pra fazer e não estivesse tocando madonna ali na pista.
quem sabe um dia, você me pega num momento de bom humor.
oi?
pra você também, nenem. pra você também...
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we only got 4 minutes to save the world.

quarta-feira, 18 de março de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

ensaboa, mulata. ensaboa...


ela não acredita em deus. ela não tem religião. não acredita em ocultismo ou coisas do além. cosmos, energias, macumba ou olho gordo. nada disso faz parte do seu vocabulário.
mas de um grupo maldito de fantasmas, jamais, desde jovenzinha foi capaz de fugir:

HORMÔNIOS.

e exatamente 5 dias após o fim da cartelinha, se encontra chorando na prateleira de cosméticos do supermercado.
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maldito sabonete dove, que insiste em ter o cheiro do banho de casa!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

bye bye miss american pie.



despedidas são sempre tristes. para mim elas sempre são.
sou daquele tipo de gente que não consegue desgrudar a mão. que segura com força, mesmo sendo arrastada para o lado oposto, até que o último dedinho deixe de tocar o último dedinho daquela outra mão.
eu não sei dizer tchau. eu não sei dizer fim. eu não sei colocar pontos finais, encerrar parágrafos e fechar livros.
nunca soube.
sempre tive medo da vida longe do que é conhecido. mesmo que o conhecido seja o que não me serve mais, o que não me alimenta, o que me consome.
eu nunca consegui terminar namoros, por mais que quisesse. nunca soube ir embora, por mais que não me sentisse mais a vontade por ali.
no máximo eu consigo sair correndo, fugir, desligar o telefone e fingir que não estou participando da vida por um tempinho. e fico quietinha, com a minha porta fechada, esperando que esqueçam da minha participação e passem a acontecer sem mim.
eu sou assim. sempre fui. talvez sempre seja.
preciso que ponham fim por mim. preciso que vão embora e me deixem, daí eu invento um final pra me deixar satisfeita e volto a me sentir leve pra caminhar pelas estradas que eu ainda não conheci.
eu gosto do que eu não conheço. eu tenho medo é do que me é familiar. meu medo é de mim e do que eu acho a que pertenço.
tenho essa necessidade de me sentir pertencendo. mas a verdade é que eu nunca vou pertencer a nada, nem a ninguém.
talvez eu tenha nascido para ser artista solo. no palco, nos bastidores e na vida.
isso não me impede de encontrar boas parcerias. algumas eternas, algumas por poucas temporadas, algumas pra abrilhantar um ou dois episódios.
minha história é assim. minha vida é assim.
essa que eu escolhi, a minha. só. solo. assim.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

the end has no end.

"a tirania é feliz por inúmeras razões. entre elas, por poder fazer e dizer o que bem lhe agrada."
antigona, sófocles.