[sinto a falta dele como se me faltasse um dente da frente - excruciante.
que medo alegre o de te esperar.]
clarice - a lispector
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mas eu me controlo, manu.
prometo!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
paz, eu quero paz.
[Um dia
A gente dá um beijo distraído
Aí olha nos olhos comovido
E vê que não há mais nada pra falar
E pensa
Que tudo se acabou sem compromisso
E o que restou do amor, apenas isso?
Um tempo que se esvai pro nunca mais
E agora
Que a vida ficou mesmo complicada
E já não há vontade de mais nada
Nem de dizer adeus, nem de ficar
No entanto, nem tudo se perdeu completamente
Eu sigo com você na minha mente
Me leve dentro do seu coração]
A gente dá um beijo distraído
Aí olha nos olhos comovido
E vê que não há mais nada pra falar
E pensa
Que tudo se acabou sem compromisso
E o que restou do amor, apenas isso?
Um tempo que se esvai pro nunca mais
E agora
Que a vida ficou mesmo complicada
E já não há vontade de mais nada
Nem de dizer adeus, nem de ficar
No entanto, nem tudo se perdeu completamente
Eu sigo com você na minha mente
Me leve dentro do seu coração]
terça-feira, 26 de agosto de 2008
do you need anybody?
domingo, 24 de agosto de 2008
bizarre love triangle

eu, você, nós dois já temos um passado, meu amor.
e você pode dizer que não quantas vezes quiser. mas temos, sim.
talvez um passado nós três. quatro. nós e três milhões.
uma garrafa pela metade, billie holliday, eu, você e todos nós.
talvez um passado sem futuro.
talvez um futuro de tragédias, dramas, bizarros triângulos ou quadriláteros.
provavelmente, eu deixaria...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
normal em curitiba

o frio, a fumacinha que sai da boca mesmo dos que não fumam, a chuva que não para,
uma capa, dessas bonitas que as garotas ousadas do cinema usam sensualmente sem nada por baixo quando querem surpreender seus amantes, galochas vermelhas, as poças da chuva.
as pessoas todas apressadas dentro dos seus casacos grandes, um mocinho que mora na rua e me pede, chamando pelo nome, uma coxinha do café do estudante toda noite.
um restaurante árabe preferido, um supermercado sempre aberto, amigos que moram por perto.
cachecol.
a liberdade maior que todas que já foram experimentadas.
a vida. a leveza, no final de todos os surtos.
as risadas.
curitiba, je t'aime.
assim sujinha, assim barulhenta, assim estranha, assim confusa, assim dando nós no meu coração.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
nota mental
segunda-feira, 28 de julho de 2008
a arte de ouvir os amigos

mila é uma baleia sueca que um dia invadiu minhas águas ensinando - me a arte do pole dancing, do sexo tântrico, do [?] em hora exata, das orgias de família e do espanõl selvagem.
e de vez em quando ela me dá palavras bonitas como essas que eu catei do brógue dela.
e divide um alcool honesto e limpinho.
e tb sente na pele desprovida de de melanina o estrago que é ter sangue latino bombeado por um coração maria bethânia num corpinho de tonalidade leitosa européia.
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[eu tenho uma amiga que anda pelo mundo divertindo gente. e chorando ao telefone. ah, essas atrizes... volta e meia ela, dona glorinha, toma um chá de sumiço pra tentar se encontrar, se entender, se saber. coisa de artista, presumo eu.
ela se acha meio errada, meio confusa. e é, pra falar a verdade. e aí está todo o encanto daquela pessoinha. é o clichê da mulher ultra-moderna [tem até um coração roquenrôu tatuado no braço, veja só!], e a mais única das criaturas. ímpar, como cada uma das pessoas sensíveis que ela e eu [e você, se tiver também um pouco de sensibilidade] queremos pra dividir nossos cafés de final de tarde.
dona glorinha sabe que tem à sua volta as pessoas mais legais do mundo, que ela escolheu a dedo [algumas literalmente, outras não]. mas, quando se deita na sua caminha de casal pra um, antes de o sono vir, é dominada por pensamentos maléficos tão comuns nas cabecinhas das mulheres avulsas - coisas do tipo por-onde-andará-o-chantilly-desse-morango-suculento-que-eu-sou? do que ela não parece se dar conta, como a maioria das mulheres avulsas [inclusive esta que escreve], é que o chantilly fica na geladeira do supermercado, e não na seção de congelados.
digam-me, donas glorinhas desse mundo, o que é que se pode esperar dos bofes que nos fazem suspirar, ou seja, aqueles caras sujinhos da noite, com barba por fazer, rolled up sleeves and skull t-shirts e vocabulário limitado? cá pra nós, só falta o crachá de "menino-problema" no peito. sim, eles são deliciosos. sim, é diversão garantida. e sim, eles se fazem descartáveis, porque tem muita dona glorinha suculenta pelo mundo louca por uma vida mais ordinária.
deixemos esses vazios pra um futuro idoso e distante, senhoritas, com uma tacinha de champanhe numa mão e um capri-mentolado-contrabandeado na outra, ao som de um jazz empoeirado e carregando na bagagem nossos 15 livros publicados, 24 filmes lançados, 6.348 pacientes atendidos ou 4.456 processos sentenciados.
no, no, no! porque a noite é uma criança e já somos bem grandinhas.]
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gracias again, balle.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
o clube da escuta

tá, que eu não sou muito dada a estes arroubos de desabafo agressivo.
tá, que a elegância é a maior resposta pra tudo mesmo.
tá, que a gente também fala da vida alheia. e que a gente gosta bastante de acreditar que o problema vem sempre do alheio.
mas tem um número de gente por aí que anda precisando arrumar uma vida pra cuidar, um sexo pra fazer, um livro pra ler, uma novela pra acompanhar...
vida, meu povo! vamos arrumar uma vida!
e tá, que eu sei que mi pequeña vida é incrível mesmo e eu tenho uma personalidade magnética e cativante.
mas traz um papaelzinho que eu dou um autógrafo. se pedir com jeitinho, dou até um abraço apertado, deixo apertar minha bunda, mostro a alça do sutiã... tiro até foto pra colocar no orkut.
mas, vamos arrumar uma vida pra viver, minha gente?
como diria meu amigo miro - né?
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sorte de hoje: não me segue que eu não sou novela.
(no máximo um seriado, em canal fechado, com conteúdo completo permitido apenas para assinantes)
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e tem gente que diz por aí que fofoca é coisa de menina. pffffffffffffff!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
pearls are a girl's best friends

Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you’re getting fat and maybe it’s been raining too long, you’re just sad that’s all. The mean reds are horrible. Suddenly you’re afraid and you don’t know what you’re afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany’s. Calms me down right away.
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e diferente da marilyn, que era amiga dos diamantes, a gente usa pérolas.
os diamantes são lindos, mas para mulheres de mais idade.
nós, as jovens e a vó dora, preferimos as bolinhas brancas.
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