quarta-feira, 22 de julho de 2009

voltei a cantaaaaaaaaaaaaar...



'eu só vou dar uma passadinha, dar um abraço nele e falar um pouquinho de inglês'
'ok, baby. see you soon. so nice to hear your voice again...'
'tá, só um copo. é que eu tô meio tensa e tal.'
'hi, gringo. I think that girl wants you. she's almost killing me with her eyes. go talk to her and I see you latter.'
'cara, eu sou só a grazi mesmo.'
'claro que eu vou acordar antes das nove amanhã'
'ooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiii griiiiiiiiiiiiiiiiiiingo.'
'ihihiiihihihihi. really? I will always call you gringo.'
'tá. acho que eu to com vontade de beijar ele. mas só pra ver se ainda sinto alguma coisa e tal...'
'aham, uma vodka, moço. obrigada.'
'oooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. i can't believe you played that song...'
'ta, vou pegar. fodeu!'
'we should do it more. so much more, darling!'
'eu juro que vou acordar antes das nove amanhã'
'ok, let´s call a cab'
'ta, acho que eu vou embora com ele, então.'
'no way! it's eleven. where is my dress, honey?'
'gente, eu queria, mas quando vi tava babando no braço dele e já eram 11 e tanto.'
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'guria, eu bem que tento, mas aí vem a vida e me seduz...'

terça-feira, 14 de julho de 2009

dê um rolê


[mas seria amor? estava convencido de que queria morrer ao lado dela, e esse sentimento era claramente exagerado: ele a estava vendo então apenas pela segunda vez! não seria mais a reação histérica de um homem que, compreendendo em seu foro íntimo a inaptidão para o amor, começa a representar para si próprio a comédia do amor? ao mesmo tempo, seu subconsciente era tão covarde que ele escolhera para sua comédia essa modesta garçonete do interior que praticamente não tinha chance de entrar na vida dele.
olhava os muros sujos do pátio e compreendia que não sabia se era histeria ou amor.]

milan kundera, a insustentável leveza do ser
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ter nascido thomas em corpo de tereza fodeu com a minha vida. fo - deu.
pratiquemos o desapego, brasil. pratiquemos.
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e que a sujeira das ruas e as calçadas conhecidas e os novos rostos tragam a leveza. que seja insustentável, já que eu nunca fui capaz de deixar crescerem raizes.
que seja leve. que seja doce. que seja, pelo menos.
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e vamos combinar que a gente tá grandinha demais pra brincar com amigos imaginários.
prontocaguei.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

folianópolis.


e daí ele sai por aí e logo começa a chover.
só ele dar uma sumida, que chove e fica tudo meio vazio. e a tarde demora um caralho de tempo pra passar.
se bem que com caralhos esta tarde talvez se acabasse mais depressa.
e ele se enfia no meu mundo. MEU, ouviu bem? e eu fico aqui achando tudo meio perdido e vazio.
1, 2, 3. mais uma tequila, por favor.
que hoje é minha noite de estrela.
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prontocaguei.
ah, e by the way - se não quiser, não precisa voltar.

é...


'bem, é assim que as coisas são…
às vezes quando tudo parece
o pior
quando tudo conspira
e atormenta
e as horas, dias, semanas,anos
parecem perdidos –esticado lá na minha cama
no escuro
olhando para o teto
eu tenho o que muitos considerarão
um pensamento destestável:
ainda é bom ser'
Bukowski.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

terça feira com cara de segunda.


não se perca de mim, não se esqueça de mim, não desapareça.
a chuva tá caindo...
la la la la la la
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um brinde aos relacionamentos platônicos.
à dor nas costas.
ao relaxante muscular.
e à minha mãe, com quem eu cada vez me pareço assustadoramente mais.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

me leva que eu vou


é bem assim que começa: de lugar nenhum, aparece alguém que dá uma chacoalhada em tudo, puxa o tapete e arranca a toalha com a mesa ainda posta. sabe como?
e ao invés de me irritar, virginiana que sou, com o caos que se cria, eu fico feliz.
eu e alguém dançamos de mãos dadas gargalhando sem ligar pra bagunça ao redor. não nos preocupamos em cortar os pés nos cacos ou escorregar nos restos espalhados pelo chão - eu e alguém não temos o menor medo de sangrar - corremos pelas ruas que agora já não tem mais as mesmas cores, beijamos as pessoas enquanto elas mudam de nome e ouvimos pela primeira vez as mesmas palavras de todo dia.
então são abraços e palavras e descobertas diárias de beleza no meio da sujeira que vai se acumulando.
e depois, furacões, maremotos, desastres naturais. tudo levando embora qualquer ordem, qualquer sensatez, qualquer certeza e toda sensação de paz.
o mundo fica de pernas pro ar e já não importa mais porque alguém resolveu aparecer desse lugar nenhum (provavemente alguém já foi parar em lugar nenhum novamente, uma hora dessas). importa é que já não é mais possível voltar a ser.
o que era, mesmo que fosse bom, já não existe mais. resta esperar que se tenha serenidade e leveza o suficiente para saber dizer: adeus, muito obrigada, não cabe mais.
resta ir, mais uma vez sem saber para onde o ir levará.
até porque, não é essa toda a graça da vida?
e como já dissemos, algumas vezes: ir, meu bem, é da minha natureza.
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por todos e para todos os alguens que já acabaram com a minha vida.
que nunca parem de aparecer.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

fode com meu coração, maria. fode!

'mora comigo na minha casa um rapaz que eu amo. aquilo que ele não me diz porque não sabe, vai me dizendo com seu corpo que dança para mim. ele me adora e eu vejo através dos seus olhos um menino que aperta o gatilho do coração sem saber o nome do que pratica. ele me adora e eu o gratifico só com os olhos que o vejo. corto todas as cebolas da casa, arrasto os móveis, incenso. ele tem medo de dizer que me ama. e me aperta a mão e me chama de amiga.'

sábado, 20 de junho de 2009

não aprendi dizer adeus.


o mundo parece mais completo e perfeito que nunca. tudo no lugar. amo profundamente os cenários, as cores, os roteiros e principalmente, os novos personagens que têm enriquecido de forma absurda la singela história de mi vida.
mas trocava agora, sem pestanejar, um pedacinho de tudo isso pelos velhos, mofados, empoeirados e aconchegantes conhecidos.
por sentir o cheiro de gato na minha casa do último andar, ouvir o barulho da guitarra no quarto ao lado. não ser a única que tem esse sotaque, discar números que tenho decorados. continuar histórias que existem desde que eu tinha cabelo sem tinta e a crença na raça humana intacta.
entrar num carro branco que já foi casa de baratas e lembrar de quando era natal, reveillon, páscoa e dia das crianças.
transformar minha sala com luz azul em apêndice da balada.
conhecer os rostos, conhecer os lugares, conhecer o moço da porta do bar que sabe meu nome, minha história e minha bebida preferida.
tomar caipirinhas na beira do mar que me viu nascer e almoçar de ressaca no apartamento que me ensinou a ser criança e que me faz criança toda vez em que entro no elevador do prédio ao lado da pracinha.
ser a grazi que é só a grazi. não a amiga de alguem, a que trabalha em algum lugar, aquela de toda quinta feira... só essa.
receber o abraço de arquiteta da minha amiga rouquinha, o beijo das pessoas que casaram comigo no carnaval, o porka da minha outra parte, uma mordida amarela no dedo, a hiperatividade do parceiro de surf por quem eu me apaixono todo dia. cuidar do meu filho, do meu irmão, das minhas gatas abandonadas, da parte de vida que ficou por lá.
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como o caio, eu queria poder ser duas. para uma delas ter partido e a outra, ficado lá com aquelas pessoas.
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estou em milhares de cacos. eu estou ao meio.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

até a última gota. não mata.


meu coração tem vida própria. e olha que já tentei adestrá-lo, mas ele é terrível! (muito mais que eu). quando penso que passei-lhe bonito a perna, lá passa o safado correndo. nada de cantinhos seguros, ele corre grudado ao calcanhar. e me deixa aqui, com esse sorriso, esse não saber o que fazer, esse alimentar-se de suspiros e essa vontade de mandar às favas o mundo e sair por aí vivendo de amor.